(Provavelmente a fonte original é outra, mas retirei desta)
Como era de se imaginar, ao menos para mim, um dos canais e pessoa que mais admiro pelo fascínio e carinho que ele (ou ela, mas acredito que seja ele) tem pelos jogos de Fumito Ueda já estava lá, esperando o lançamento e o mesmo jogou.
De quem falo? Obviamente de Nomad Colossus (canal no YT: aqui // Blog: aqui).
Como eu esperava (e só olhei recentemente no blog e canal dele), ele já estava lá, em seu blog, com um texto prontamente espetacular e com um histórico do caminhar desse game, The Last Guardian, com tanto carinho e informações, para os amantes mais íntimos, (diga-se de passagem), tomou um tempo dele e no final trouxe algo muito belo de se ver. Provavelmente falte um ou outra informação, já que foram 10 anos de caminhar e muita coisa foi dita, mostrada, exibido para pessoas específicas, essas coisas.
Ante de continuar meu texto sobre essa fascinante experiência que só Fumito Ueda parece trazer, quase que único, um tipo de Legend of Zelda (tanto que existe homenagem!) com um toque mais profundo em sua maturidade e história rica em emoções, mesmo que com poucas palavras sendo ditas ou explicações complexas... você vivência, enfim, antes de continuar eu só lamento para essa nova geração de jogadores que, ao meu ver, é deprimente:
Claro que não posso forçar alguém a gostar de algo tão grandioso para mim, só que esses mesmos dizerem coisas como "2016 e não tem multiplayer" ou "caramba, que gráficos de PS2" ou também "Só 12 horas de jogo? LIXO!", para mim é simplesmente para dar um esporro na cara desses...
Se a pessoa conhecia a trajetória dos projetos de Fumito, saberia que ele não faz uma abordagem comum/convencional de jogo. Basta ver ICO, Shadow of the Colossus... já daria pra sacar a diferença de um jogo gráfico, cg-a torto e direito entre outras coisas para te fazer jogar "mais de 30 horas fazendo qualquer bosta para platinar". Agora me fale sinceramente quantos jogos você teria vontade de rejogar apenas para apreciar sua imensidão de mundo, muitos? Pouquíssimos? Creio fielmente na segunda opção...
Obviamente obras como The Witcher 3, Dragon Age: Inquisition, Skyrim (sim, mesmo após anos... ele ainda está famoso) e alguns outros títulos (incluindo Zelda, já que ele é sim um game gostoso de se jogar). São games que é tão fascinante seus universos que, mesmo que demorem, trazem algo daquele universo. Outros mais voltados ao FPS decaem facilmente e enjoem numa segunda ou terceira, se houver, jogada.
Voltando ao normal, o que traz de fascinante em The Last Guardian?
O seu universo.
Fonte: http://www.ign.com/articles/2016/09/16/the-last-guardian-hands-on-preview-taming-tricoand-the-camera
Como já citei e apontei certas vezes, Fumito diz que os jogos se passam no mesmo universo, porém, em tempos distintos aparentemente.
Assim como em Ico e em Shadow of the Colossus, você é tragado por aquele universo, se envolvido nos misticismos sem que você entenda o que é que está acontecendo ou onde está, sua única certeza, para The Last Guardian, é certamente sobreviver e fugir de lá.
Diferentemente dos seus antecessores você terá que depender de uma parceria inusitada com um bicho "a la grifo", com umas mistura de cachorro, gato, cavalo, pássaro alado... é simplesmente fascinante sua beleza. Com a força e destreza deste animal, você poderá e da se a entender que o seu dever é... chegar ao máximo do topo possível do local que conseguir e conseguir sair de lá.
Jogando como um jogador da era moderna você só terá um interesse: Terminar o jogo e dependendo o mais rápido possível.
Agora, jogando como um entusiasta e apreciador de algo a mais, um sentimento que o jogo quer te passar e o quão necessário se faz tudo que está nele (como a dimensão e grandeza das coisas, necessidade de aprender a sair de um trecho que te bloqueia para ir adiante, etc...), você passará horas admirando e observando seja os mínimos detalhes como os detalhes mais distantes, onde dificilmente existe em outros jogos. Esse é o dito jogo, novamente falando, para poucos jogarem.
Gostaria de ressaltar também meu lamento por ver a mania de youtubers de querer ir o mais rápido possível para o final, entregar a seus "inscritos" tudo sem mais nem menos, reclamar do quão curto é e/ou então como vi alguns, simplesmente destruir a magia do jogo. Falar de velhos tempos, de como era bom a quantidade mínima de vídeos "gameplay", somente alguns poucos gravando para ajudar em puzzles complexos de jogos, vou dizer: faz uma falta tremenda. Certos alguns que não direi o nome me irritaram demais por repetir uso de comentários de um idiota falando, se você me entendeu bem, caro leitor. Ele te faz pensar que você é um retardado e não está compreendendo o que se passa e dando opiniões inúteis. Uma falta de comentário que fosse de fato introspectivo e de questionamento sobre o que fazer é o que esse povo precisava aprender...
Não me alongarei mais, diferente do post que linkei sobre Ico/SotC, The Last Guardian tem suas referências bem esculpidas no seu ambiente e, além disso, sua história deixa bem claro o começo meio e fim da mesma. Como Fumito disse (após entregar SotC): "...and they said that the relationship between Wander and the horse was the most important and appealing – we got the sense that this was what most people felt. I thought OK, if that’s the case, there are a lot of mechanics from that relationship that we could heighten and expand on. That’s where The Last Guardian came from."
Ele criou isso e, muito majestosamente. Igualmente como Wander e Agro, e porquê não de Ico e a Yorda? Você consegue ver esse sentimento, novamente, muito bem colocado em The Last Guardian, com o garoto e Trico. E quase ia me esquecendo: Isso é tudo a partir do conto/relato do garoto, que fica claro desde o início ele adulto narrando tudo.
Finalizando: Meio repetido o que direi, mas sim: Jogar The Last Guardian é para poucos, um público de nicho bem exclusivo, para assim dizer. O que eu mais adoraria ver é Fumito fazendo uma de suas obras primas para o computador, agora que não tem pressão de uma empresa para fazer algo exclusivo novamente.
Trico para mim é quase um cachorro gigante, muitas das atitudes que vi ele fazendo é como se o meu cachorro estivesse lá.
The Last Guardian tem seus problemas? Logicamente... mas fazer desses problemas (câmera que é mal ajustada para ambientes pequenos/fechados, framerate, entre outros) não deveria ser o real problema e nem o faz. SotC quando foi lançado teve seu framerate travado e quedas em momentos tensos, é o que acontece com TLG também, talvez num PS5 quem sabe veremos um remaster tal qual seus jogos anteriores para PS3.
Outra coisa é reclamar de gráficos... certamente essas mesmas pessoas não compreendem muito e recomendo fortemente ver a evolução da mesma na postagem de Nomad.
Abraços e até um dia! Que tenham ótimas festividades...




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